terça-feira, 10 de outubro de 2017

Circo...

Hoje acordei pensando...

O que seria do circo sem os palhaços?

Tem gente que acha que inventa uma roda todo dia...

Acaba não bRaZiU!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Fora a vergonha na Câmara, o que mais irritou essa semana?

Ouvir um sujeito rico dizer: que bom que fecharam as farmácias populares mesmo, pois isso aí era uma lavagem de dinheiro.

Eu: mas se é que há lavagem de dinheiro nesses espaços, você acha que fechar essas farmácias vai resolver o problema?

Ele: É... difícil né... tem lavagem de dinheiro em todo lugar... mas também os remédios que essas farmácias vendem são muito ruins... tudo genérico...

Eu: Mas são esses remédios que você diz que são ruins, os genéricos, é o que o pobre tem acesso no Brasil. Tem que tomar cuidado pra não ficar imerso na sua realidade e achar que todos tem a vida boa que você tem.

Ele: É... complicado...

Ai passou uma notícia na TV falando da transferência do Neymar para o PSG (220 milhões de euros).

Eu: Isso ai é um exemplo de lavagem de dinheiro no mundo. O futebol.

Ele: Mas isso não impacta na coisas do governo. É dinheiro privado.

Eu: (respirando fundo)... O sistema público e o privado são profundamente interligados... As lavagens de dinheiro do setor privado movimentam, por exemplo, o tráfico de drogas, armas, a prostituição... que lá no fim da cadeia... atinge, sobretudo, o sujeito pobre da periferia...

Então, claro, ele saiu de perto de mim.

Gente... parece impossível que as pessoas sejam tão cruéis... não acho que seja burrice. É visão de mundo mesmo. Acham que o pobre é pobre por que é vagabundo e não se esforça.

Uma vez mais: PACIÊNCIA....

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Sonhos da classe média...

Alguns dos sonhos da classe média medíocre é passar férias nos EUA - conhecer Miami, Orlando e Las Vegas... comprar roupas de marca (de preferência com logotipo bem grande) nas lojas de outlet... comprar uma SUV... mandar a filha de 15 anos para Disney como presente de aniversário... dar um carro OKm para o filho de 18 anos... comer nos barzinhos famosos da cidade (mesmo que a comida e o atendimento sejam ruins)... tomar cerveja e chopp artesanal (de baixa qualidade) por que está na moda... bater panela pra Dilma e ficar pianinho com o Temer...

Quanta "criatividade"... e se acham melhores do que os outros...

Paciência pra viver no Brasil e em Maringá... paciência...

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Organizações e partidos não querem denúncia de Temer


Organizações e partidos não querem denúncia de Temer por PABLO ORTELLADO

Eduardo Anizelli - 27.jun.2017/Folhapress

O presidente Michel Temer

29/07/2017 02h00

A última pesquisa Ibope mostra um governo Temer no fundo do poço. Ele tem a aprovação de apenas 5% dos brasileiros e a maioria acha que seu governo é pior do que o de Dilma Rousseff. Um mês antes, pesquisa do Datafolha tinha mostrado que 83% dos brasileiros querem eleições diretas. Apesar disso, a não ser que haja uma reviravolta surpreendente, Temer deve sobreviver à votação da próxima quarta e permanecer no cargo. E, se cair, depois de uma nova denúncia, Rodrigo Maia deve assumir até 2018.

Nossa crise política não é apenas a de um sistema corrompido pelo conluio entre políticos e empresários. É também uma crise da sociedade civil, cujas organizações não conseguem independência desse sistema.

Embora não haja saída fácil para a crise atual, a alternativa democrática passa pela convocação de eleições e pelo debate de um programa, com legitimidade conferida pelo voto e controlado por uma cidadania ativa.

Mas essa saída foi tão preterida pelos atores políticos que os analistas já não consideram que esteja no horizonte.

Nosso problema não é apenas que governo e oposição não queiram a queda de Temer, ainda que por motivos diferentes –uns porque querem continuar no poder, outros porque querem vê-lo desgastado. É preciso reconhecer também que as mais importantes organizações da sociedade estão jogando o jogo dos poderosos. Elas têm uma retórica dura contra Temer, mas, na prática, não fazem nada para substituir seu governo ou seu programa.

Os sindicatos e movimentos que fizeram greves e protestos contra as reformas não planejam protestar contra Temer no momento em que está mais frágil. Os movimentos contra a corrupção também não. O MBL está ocupado demais tentando aumentar a lotação do sistema prisional, e o Vem Pra Rua, pressionado pela sua base, convocou um ato apenas para o final de agosto.

Isolados, artistas tentam contornar a polarização e pressionar os parlamentares por meio da plataforma 342agora.org.br, que permite escrever para os deputados apoiarem a investigação. Da mesma maneira, a ONG Avaaz tenta reunir assinaturas para uma petição, além de veicular publicidade para pressionar os parlamentares indecisos.

O profundo desacordo entre o que querem os cidadãos e o que fazem os políticos é nossa primeira crise política. O desacordo da cidadania com as organizações da sociedade civil é a segunda. Tão importante quanto uma reforma política que introduza mudanças como prévias, candidaturas independentes e instrumentos de recall é uma mudança na nossa cultura política que permita que as organizações da sociedade não se submetam mais aos interesses dos partidos.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/pablo-ortellado/2017/07/1905404-organizacoes-e-partidos-nao-querem-denuncia-de-temer.shtml?cmpid=compfb

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Quem temos menos dignidade?


O Brasil só não é o país mais ridículo do mundo...

O Brasil só não é o país mais ridículo do mundo por que temos os EUA e os Trumpismos.

Retrocesso grande diante dos avanços realizados pelo Obama.

"Trump proíbe transexuais nas Forças Armadas dos EUA"

Justificativa: "Nosso militares não podem arcar com os custos médicos que os transgêneros representam".

Claro, deve custar mais caro que toda a guerra que os EUA promove globalmente.

O Trump está assistindo The Orange is The New Black?



Ver matéria do El País aqui: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/07/26/internacional/1501075272_208102.html?id_externo_rsoc=TW_BR_CM

Escola "Sem" Partido... Sem Pensamento... Sem Reflexão... Sem Crítica... mas não é sem nada...



Na última terça-feira (25 de Julho) proferi a palestra "Escola 'sem' Partido: uma visão de mundo e de educação" no Curso de Formação de Professores do Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos CEEBJA – Maringá, sob o convite da Professora Doutora Silvia Helena Zequim Maia.


Com um público de 100 professores, o objetivo era exercer uma crítica aos projetos de lei sobre a Escola Sem Partido (ESP), mas também provocar os ouvintes, tarefa de professorxs que gostam de ver os alunos pensarem e não meramente reproduzirem.



Crédito: CEEBJA

Apresentei os dois projetos de lei em tramitação na Câmara e no Senado e promovemos um debate crítico sobre as propostas. Destaquei o caráter inconstitucional dos projetos, a falácia da neutralidade ideológica, a falta de fundamentação teórica e representatividade, o caráter censor, conservador e reacionário e a presença de uma visão de mundo e educação que não admite nada além de uma moral conservadora tida como verdadeira.

Um projeto que tem como premissa a pluralidade de conhecimento, mas que afirma que Karl Marx e Paulo Freire são os pilares da doutrinação da educação brasileira, não parece ser nada plural.
Um projeto que é contrário a discussão de gênero na escola, não parece ser nada plural.
Um projeto encabeçado pelo Partido Social Cristão (PSC), não parece ser sem partido.
Um projeto que estabeleceu, no art. 2, que é "direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções", me faz questionar o papel da educação, da escola e da universidade - se não podemos questionar o moral qual o nosso papel? Reproduzir a sociedade tal como ela é? Se a ética é a reflexão da moral, então não podemos ser éticos?
Um projeto elaborado sem diálogo com a classe docente, nem de forma consultiva, quanto mais deliberativa.



Crédito: CEEBJA

A palestra foi muito produtiva, pois os professorxs se sentiram provocados com a discussão, objetivo fundamental do debate - gerar incômodos que nos façam pensar e não apenas reafirmar aquilo que acreditamos. Se sentir incomodado faz parte do projeto de aprendizagem - intelectual e pessoal. Se não houver movimentação do conhecimento, apenas fazemos o que quer a Escola Sem Partido: reafirmar a moral ideológica hegemonicamente estabelecida. Se não nos propusermos a pensar, a ouvir e a discutir, e apenas a reafirmar verdades eternas e imutáveis, fazemos justamente o que quer a Escola Sem Partido - cristalizar o conhecimento, sem movimento, sem pensamento, sem reflexão, sem crítica, mas com partido, o partido do conservadorismo, o partido contrário ao debate científico, contrário a pluralidade, contrário a discussão; é apenas instrução, reprodução, gritos ecoados para esconder a idiotização e mediocrização de quem deixou de pensar e leva a vida e a profissão no piloto-automático. O incômodo que a gente sente quando outro professxr fala algo que não concordamos totalmente é o incômodo que os nossos alunxs sentem quando questionamos sua moral, algo fundamental e necessário para avançarmos continuamente - professorxs e alunxs.

Obrigada, Silvia, pela oportunidade do debate.

Jeinni Puziol (GEPEFI/UEM)

terça-feira, 25 de julho de 2017

Síntese do dia...

Termino com ela... a melhor de todos os tempos...

Sai Dessa com ELIS REGINA...


"Se o buraco é mais embaixo... nosso astral é mais em cima".

Circo...

Hoje acordei pensando... O que seria do circo sem os palhaços? Tem gente que acha que inventa uma roda todo dia... Acaba não bRaZiU!