terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Sabedoria...


Impeachment - Vamos estudar meu povo?

Sem preguiça de ler, tudo bem? Se não ler até o fim pode sair por ai dizendo coisas que eu não disse. Então: ou leia tudo ou não leia nada.

Cidadão, você sabe o que é impeachment? Ok, vamos lá: o impeachment ou impugnação de mandato é um termo utilizado para denominar o processo de cassação de mandato do chefe do poder executivo pelo congresso nacional, pelas assembleias estaduais ou pelas câmaras municipais.

Diante das conversas atuais, é um direito seu defender o impeachment da Presidenta Dilma. É democrático defender pontos de vista (num país onde políticos e cidadãos não tem a mínima ideia do que é democracia). Fique a vontade para usar o seu face e seu whatsapp para disseminar a ideologia da globo e da classe mais rica do Brasil: Impeachment Já (RISOS ETERNOS).

O problema é que os inocentes acham que a oposição está defendendo o impeachment da Presidente Dilma porque isso trará benefícios para o Brasil. A ala PSDBista que está articulando esse debate de impeachment (que por enquanto é POLÍTICO e não JURÍDICO) está pouco se lixando para você cidadão. Por trás dessa papagaiada de impeachment está a privatização do que resta do serviço público do Brasil. Para poupar a cabeça da Dilma a oposição está exigindo a PRIVATIZAÇÃO DA GRANDE MAIORIA DOS SERVIÇOS. Isso é bom para você? Se você achar que isso é bom é porque deve acreditar em papai noel e coelho da páscoa. Está acompanhando as notícias sobre a Caixa Econômica? Hum... não, né? Então... até o dia 15.03 a barbárie vai correr solta. Por que a oposição quer o melhor para o Brasil? NÃO, POR QUE ELA QUER PODER, ASSIM COMO A MAIORIA QUE ESTÁ NO PODER HOJE, MAS QUE APESAR DE TUDO, AINDA PRIORIZA O SOCIAL. Vai me dizer que não houveram melhorias substanciais sociais no últimos anos? Não, né. 

Eu estou dizendo que o PT está bom e correto? Não, em nenhum momento disse isso. Está muito ruim, aliás. Agora, sinceramente, o impeachment não é o caminho, até por que não é isso que a oposição quer. Você acha mesmo que eles querem assumir o país agora??? hahahahah! Por favor, né. Você vê notícia ou só assiste a Globo? Você lê livros e busca ampliar o seu conhecimento ou assiste a novela? 

O IMPEACHMENT FAZ PARTE DO DESMONTE DO QUE RESTA DO SETOR PÚBLICO NO BRASIL, CARA PÁLIDA. A DIREITA NÃO ESTÁ AFIM DE ASSUMIR O PODER AGORA, APENAS DE DESESTABILIZAR O QUE AINDA RESTA. 
ESTUDE UM POUCO DO CHILE PARA ENTENDER O QUE ESTOU DIZENDO.

Agora, você gosta de história? Então, faça um exercício já que está de greve (que não é férias), vá estudar um pouco sobre o BANESTADO, VALE DO RIO DOCE, LIGHT e TELEBRÁS. Digita no google ou me mande um e-mail que eu posso indicar bibliografias.

Sinto muito se você acha que o momento agora é de discutir o Paraná. Lamentável, pois o Paraná está inserido no Brasil, que por sua vez está inserido no mundo. E dialeticamente tudo está articulado.

Agora vou reconhecer a maior virtude do PSDB. Certamente ele foi muito mais competente que o PT, pois conseguiu esconder a maioria das roubalheiras com o Engavetador Geral da República, e o PT não.

 Eu não tenho tempo para gente que compra ideias que a mídia planta e ainda acha que está politizado. A politização vem de anos de estudo e não de meia hora de manifestação na rua.

CRISE ESTRUTURAL DO CAPITAL
WELFARE STATE
PRIVATIZAÇÃO
NEOLIBERALISMO
PARAÍSO FISCAL

Algumas palavras-chave para os "politizados do impeachment" lerem um pouco.

Eu não escrevo para agradar. Escrevo para esclarecer. Se gostou, compartilhe. Se não, pode começar a estudar as dicas acima.

"Ou será separarmo-nos da nossa causa quando ela celebra a sua vitória? Escalar altos montes para tentar o que nos tenta? Ou será sustentarmo-nos com bolotas e erva do conhecimento e padecer fome na alta por causa da verdade? Ou será estar enfermo e despedir a consoladores e travar amizade com surdos que nunca ouvem o que queremos?" (Trecho "Assim falava Zaratustra" - Nietzsche) - 
*Obrigada minha amiga Marlene Marchi por me lembrar desse trecho nessa terça-feira preocupante e melancólica).

Professores de Astorga protestam junto com Caminhoneiros

Os professores do município de Astorga se uniram aos caminhoneiros na PR-454.

É interessante refletir sobre a preocupação das pessoas com a falta de bens de consumo devido a greve do transporte terrestre.

Com a eloquência que vi muitas pessoas preocupadas com a falta de bens de consumo não vi ninguém tão consternado pela falta de aulas nas escolas.

Certamente alguns bens de consumo são essenciais para nossa sobrevivência, mas a educação não?

Continuemos na luta!

A Educação Básica de Astorga está fazendo bonito! Parabéns Professores! Muitas dessas professores que estão nas imagens a seguir foram MINHAS PROFESSORAS no Ensino Fundamental e Médio. Nós, ex-alunos, estamos orgulhosos de vocês!

#eutônaluta
#grevenãoéférias
#greveéluta

As imagens e o vídeo a seguir foram gentilmente cedidos pela Professora de Filosofia Jusselem A. Felizari.










segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Greve dos Caminhoneiros no Paraná - falta de matéria-prima e combustível

A situação é bastante delicada para vários setores do Paraná e do Brasil!
Além da greve dos servidores públicos, os caminhoneiros também estão em greve!
As imagens a seguir são da PR-454 - Astorga.



As imagens são de Sidnei Puziol Júnior


Caminhoneiros e transportadores bloquearam nesta segunda-feira, 23, trechos de rodovias em sete Estados - Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Os manifestantes protestam contra o aumento do preço do diesel e as tarifas de frete abaixo dos custos de transporte. A mobilização começou na última quinta-feira (19). Na manhã desta segunda-feira, caminhoneiros também fizeram protestos na rodovia Fernão Dias, em São Paulo (ACESSE A NOTÍCIA COMPLETA AQUI)

Caminhoneiros fazem bloqueios em 7 estados e afetam abastecimento. Gasolina é vendida a R$ 5 no PR; empresa de alimentos parou produção. AGU entra com ações para liberar estradas e pede multa para bloqueios. (ACESSE A NOTÍCIA COMPLETA AQUI)

Duas fábricas da empresa de alimentos BRF BRFS3.SA, em Francisco Beltrão e Dois Vizinhos, no Paraná, interromperam o processamento de aves por falta de matéria-prima, devido aos protestos de caminhoneiros que atingem o Estado, informou a empresa nesta segunda-feira em nota (ACESSE A NOTÍCIA COMPLETA AQUI).

Greve de caminhoneiros provoca escassez de combustível no PR – Gasolina chega a R$ 5,00! Com menos combustível nas bombas, os preços dispararam. Em Francisco Beltrão, o litro chega a R$ 4,40. Já em Dois Vizinhos, o valor da aditivada já é de R$ 5,00! Neste município paranaense, o etanol acabou no sábado e há filas para abastecer com gasolina. (ACESSE A NOTÍCIA COMPLETA AQUI).

Foz do Iguaçu, Dois Vizinhos, Pato Branco e outros municípios enfrentam a falta de combustível.
Em Astorga alguns postos já não tem mais diesel e a gasolina deve acabar até amanhã caso não seja reabastecida.

A GREVE NA UEM E NAS IES DO PARANÁ CONTINUA!!! Reunião da SESDUEM 23.02.2015

Hoje foi realizada reunião do SESDUEM na Universidade Estadual de Maringá.
Horário: 14h
Local: Auditório Dacese
Deliberada a continuidade da greve pela maioria dos sindicalizados.



Durante toda a semana o SESDUEM está se reunido no Auditório Dacese para encaminhamentos sobre a situação de greve e estudo de documentos pertinentes a autonomia universitária.

A situação das IES do Paraná é bastante preocupante, necessitando do fortalecimento da classe e de seus sindicatos para dar continuidade a luta.

O Reitor Mauro Baesso não compareceu a reunião para falar sobre o corte de verbas de custeio.

Na quarta-feira a educação superior estará reunida em Curitiba para realização da Grande Manifestação pela Educação.

Há uma barraca das IES do Paraná em Curitiba.

O Paraná Previdência e a nova lei de Autonomia Universitária (que diminui o orçamento e passa às universidades o pagamento da folha salarial de professores e funcionários - ativos e aposentados) são questões essenciais da pauta de greve das IES do Paraná!

#eutônaluta


CARTA ABERTA À POPULAÇÃO
POR QUE ESTAMOS EM GREVE NA UEM?

PORQUE RICHA QUER ACABAR COM A ÚNICA UNIVERSIDADE PÚBLICA DE MARINGÁ!
PORQUE RICHA QUER PASSAR AS MÃOS NO DINHEIRO DE NOSSAS APOSENTADORIAS!
PORQUE QUER FECHAR O HOSPITAL UNIVERSITÁRIO.

Este é o cenário que o governador do Paraná impõe à Universidade Estadual de Maringá e às outras universidades estaduais. De 9 instituições de Ensino Superior em Maringá, hoje, somente a UEM é pública e, com o projeto de autonomia de Richa, deixará de ser.
A greve dos docentes, professores/as, técnicos/as e alunos/as NÃO É UMA GREVE POR MAIS SALÁRIOS, É UMA GREVE PARA NÃO PERDER DIREITOS. Direito de produzir remédios, direito de atender pessoas doentes, direito de ter professores/as para dar boas aulas. Os direitos foram conquistados em quarenta e cinco anos e agora Richa quer tirá-los em um mês.
Richa quer que seus deputados votem o ASSALTO DE 8 BILHÕES DA PREVIDÊNCIA PÚBLICA dos funcionários para gastar com sua política de privilegiar os amigos.  QUER TIRAR O NOSSO DINHEIRO DE POUPANÇA. DIZ QUE ESTAMOS EM CRISE.
QUE CRISE, se deu 26% de aumento aos deputados e seus assessores; R$ 4 mil e trezentos reais de auxílio-moradia aos juízes e dá 25 mil litros de gasolina por mês a cada deputado?  (Calculem!) Tão mesquinha política que não pagou R$ 300,00 dos professores/as da rede estadual de vale transporte, mas oferece muitos litros de gasolina para a farra dos deputados!
O que faz o governo do Paraná com o dinheiro da arrecadação do IPVA, aliás, muito caro? O que fez com a arrecadação do pedágio mais caro do Brasil? Onde põe o dinheiro de nossos impostos? Nada para a população! Ninguém sabe. Tudo para os amigos e deputados aliados.
De nós, professores/as, Richa tirou o 1/3 de férias, tirou os recursos das universidades, tira dos pais e mães de alunos/as a possibilidade de ENSINO PÚBLICO E GRATUITO de qualidade para seus filhos/as.
Sem recursos, a UEM pode perder: seus 19.076 alunos de graduação; seus 2.825 alunos de especialização;  2.215 de mestrado;  1.330 de doutorado; bolsas de alunos/as de graduação (que com isso mantêm seu curso!); 437 alunos/as da Universidade de Terceira Idade e 1.310 alunos do Colégio de Aplicação Pedagógica (ensinos Fundamental e Médio). Além disso, arruína o Hospital Universitário.
JUNTE-SE A NÓS!  Lute com a gente contra a política desastrosa de Richa e de seus aliados.
Fevereiro de 2015
SEÇÃO SINDICAL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ – Sesduem/ANDES


GREVE NÃO É FÉRIAS!


Entenda o caso dos vazamentos do HSBC - LAVAGEM DE DINHEIRO

A filial suíça do banco é acusada de ignorar crimes de clientes e ajudar milhares de correntistas a sonegar impostos em seus países
por Diogo Antonio Rodriguez — publicado 22/02/2015 06:38, última modificação 22/02/2015 08:56 - CARTA CAPITAL


Que caso é esse dos vazamentos do HSBC? O que aconteceu?
O jornal inglês The Guardian e outros órgãos da imprensa (como o francês Le Monde) vazaram documentos internos da filial suíça do banco inglês HSBC, que mostram que essa instituição ajudou 106 mil clientes com contas secretas a sonegar impostos no valor de 120 bilhões de dólares (334 bilhões de reais) entre 1988 e 2007. Segundo os documentos divulgados, o banco orientava seus clientes a fugir de impostos e permitia que sacassem grandes quantias em dinheiro, o que sugere que o HSBC ajudava essas pessoas a transportar quantias sem declará-las, facilitando crimes como a lavagem de dinheiro. Além disso, ajudou a manter contas secretas, para evitar que clientes ricos tivessem de pagar imposto de renda. E ainda abriu contas para criminosos e corruptos.

Quem vazou os documentos?
Um ex-funcionário do HSBC, chamado Hervé Falciani. Ele trabalhava no setor de Tecnologia da Informação (TI) da empresa. O The Guardian diz que as autoridades de vários países já conheciam esses documentos desde 2010, mas o caso só foi divulgado agora.

Quem está divulgando essas informações?
O International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ), Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos), que compartilhou os dados com 140 jornalistas de vários países.

Que crimes foram cometidos? Por quem?
A princípio, sonegação de impostos. Muitas dessas contas não eram declaradas pelos donos em seus países de origem. É o caso dos pilotos de Fórmula 1 Fernando Alonso e Michael Schumacher. Ambos guardam suas fortunas no banco e podem ser processados.

Existem brasileiros envolvidos?
Sim. Segundo o ICIJ existem 6.606 contas relacionadas ao Brasil, que somam juntas mais de 7 bilhões de dólares (19 bilhões de reais). Na lista dos que têm conta no banco está o banqueiro Edmond J. Safra, morto em 1999. Segundo o site do ICIJ, os representantes da viúva dele disseram que todas as contas serviram apenas para propósitos legais. A família Steinbruch, dona da indústria têxtil Vicunha, manteve 464 milhões de dólares no HSBC entre 2006 e 2007. Também foram divulgados os nomes de 11 envolvidos na Operação Lava Jato, que investiga casos de corrupção na Petrobras. O jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, escolheu, por enquanto, divulgar apenas os nomes dos investigados na Operação Lava-Jato, preservando os demais. Citou Fernando Barusco (ex-gerente da petroleira), o doleiro Henrique Raul Srour e oito pessoas da família Queiroz Galvão.

Se existem tantas contas do Brasil, por que só esses nomes foram divulgados?
Não está claro. Rodrigues é um dos jornalistas com quem o ICIJ tem trabalhado e imagina-se que ele tenha acesso a mais nomes, senão à lista completa. O que se sabe é que a mídia internacional tem revelado o envolvimento de grandes empresários, atletas, políticos e artistas. No site do consórcio de jornalistas há uma lista que pode ser acessada.

Todas as pessoas que têm contas no HSBC da Suíça cometeram crimes?
Não. Muitas dessas 106 mil contas são legítimas. As autoridades europeias e americanas ainda estão investigando para saber se houve sonegação de impostos e outros crimes.

Por que falam tanto de contas na Suíça? É melhor ter contas lá, tem alguma vantagem?
A Suíça é um "paraíso fiscal". Isso quer dizer que as regras para abrir contas e fazer investimentos são mais flexíveis do que em outros países. Por isso, pessoas que movimentam grandes quantidades de recursos preferem guardar suas economias no país, já que pagam pouco (ou nada) em impostos. A princípio, não é ilegal ter dinheiro na Suíça, mas as leis de diversos países, como o Brasil, exigem que seus cidadãos declarem o dinheiro que possuem no exterior para que impostos sejam cobrados sobre essas quantias. Quem não faz isso comete crime de evasão de divisas e pode pegar de dois a seis anos de prisão, além do pagamento de multa.

O Brasil está investigando esse caso?
Ainda não. Mas o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) encaminhou um pedido de abertura de investigação à Procuradoria-Geral da República para saber se as contas dos brasileiros têm irregularidades. França, Estados Unidos, Argentina e Bélgica já estão apurando os crimes. Desde 2009, quando as autoridades francesas obtiveram a lista de contas suspeitas no HSBC, elas conseguiram obter de volta 820 milhões sonegados por 3 mil clientes. No mesmo período, a Espanha conseguiu 960 milhões de reais, também de 3 mil clientes espanhóis do HSBC.

* O jornalista Diogo Antonio Rodriguez é criador do site meexplica.com


Pauta de reivindicação das IES do Paraná

PAUTA DE REIVINDICAÇÃO dos docentes das Universidades Estaduais do Paraná. Entenda cada ponto que sustenta a GREVE


Boletim da Adunicentro, seção sindical dos docentes – Andes Unicentro
PAUTA DE REIVINDICAÇÃO dos docentes das Universidades Estaduais do Paraná. Entenda cada ponto que sustenta a GREVE
Postado em 22 de fevereiro de 2015 - Fonte: http://www.sesduem.com.br/

1) AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA

Rejeitamos a discussão sobre autonomia financeira

O governo alega que não há projeto algum sobre autonomia em discussão. Na divulgação das mensagens 001 e 002/2015, houve a informação de que os reitores conseguiram retirar este projeto que estava incluído na pauta do PACOTAÇO DE MALDADES. Depois, o que era projeto se tornou apenas um estudo. Em meio aos ataques que as Universidades têm sofrido, discutir autonomia universitária, nesse contexto, parecer ser ‘o bode no meio da sala’. Mas também pode ser o ponto fundamental de todo ataque que temos sofrido. Isso tem o potencial de mudar radicalmente a estrutura de nossas universidades.

Qual o sentido de se discutir com seriedade e racionalidade um assunto de tamanha complexidade em um prazo tão curto (60 dias contados a partir do dia 09/02)? Restringir a discussão da autonomia apenas ao eixo autonomia financeira terá consequências ignoradas pela maioria da comunidade universitária. Será que este é o momento adequado para se construir um modelo que atenda aos objetivos de uma universidade pública, que proteja a carreira dos docentes e técnicos administrativos, que não transforme a universidade numa empresa pública, por exemplo?

Dada a dimensão dos cortes impostos pelo governo, a comunidade universitária da UNICENTRO está sendo induzida a negociar vinculação orçamentária ‘COM A FACA NO PESCOÇO’. Negociar sob processo de asfixia financeira não é negociação, é chantagem, é intimidação e deve ser veementente refutada pelos docentes da UNICENTRO.

Será que estaríamos debatendo esse assunto se o Governo tivesse cumprido o orçamento previsto para a UNICENTRO? Terminamos 2014 com 40% de corte nas verbas de custeio. Iniciamos 2015 com o caixa zerado. O governo corta as verbas severamente para logo em seguida sugerir o modelo paulista da subvinculação e, DE REPENTE SURGE O DINHEIRO GARANTIDO? Qualquer mente sensata não consideraria isso minimamente estranho?

A categoria docente da UNICENTRO não pode permitir que uma negociação seja feita nessas condições, com intimidação em meio ao caos financeiro criado por este Governo.

Os docentes da UNICENTRO deram sua primeira demonstração de reação a esta artimanha, deliberando em assembleia composta por mais de 350 presentes que, se vai haver discussão sobre autonomia esta vai se dar nas condições que os docentes considerem séria, responsável, sem pressa e sem pressão. Foi aprovada por unanimidade a constituição de uma Comissão de Autonomia que irá organizar debates, convocar assembleias gerais para discutir os eixos temáticos, reunir documentos e convidar docentes da ADUNESP e ADUSP para que venham à UNICENTRO falar sobre o modelo que vem servindo de referência para o governo do Paraná/administrações das nossas IEES e que resultou na maior crise que a USP enfrentou em toda sua história.

Rejeitamos qualquer imposição de um prazo para este ano em meio à perspectiva de fechamento das universidades, como anunciado pela reitoria de nossa universidade.

2) PREVCOM

Os novos servidores serão obrigados a aderir à previdência complementar. Os atuais, serão assediados a aderir. O servidor contribui com 11% até o teto de R$ 4.663,75, para a Paraná Previdência e acima deste valor, caso ele queira, contribui para um Fundo Privado, que pode ser PREVCOM ou por qualquer Fundo disponível no mercado financeiro. Os servidores que recebem remuneração acima do teto, o complemento será feito via fundo privado de previdência.

Por que isso prejudica o Servidor Público?

A modalidade dos planos de benefícios, chamada “contribuição previdenciária definida”, fixa a contribuição de cada servidor, mas não define o valor do benefício que ele receberá no futuro, uma vez que este dependerá dos rendimentos futuros do montante das contribuições de cada servidor, acrescido da contribuição patronal no mercado financeiro. Ou seja, o mercado, com sua flutuação e instabilidade, é que definirá os ganhos do servidor na aposentadoria. O retorno deste investimento e o valor de sua aposentadoria é uma incógnita, podendo oscilar a cada mês, para mais ou para menos, dependendo dos humores do mercado.  O teto do INSS que hoje representa 5,91 salários mínimos (nacional) tem projeção de para representar em 2038, apenas três, configurando assim, popularmente falando, um salto no escuro.

3) FUSÃO DOS FUNDOS DE PREVIDÊNCIA

O Fundo Único será o resultado do Fundo Previdenciário da Paraná Previdência, atualmente um fundo superavitário em mais de 8 bilhões de reais + o Fundo geral, deficitário em quase 250 milhões de reais ano. O que estado pretende é criar uma manobra financeira que crie um Fundo Único, no qual os dois sistemas passam a coexistir, liberando o tesouro do estado de pagar os servidores que estão no fundo geral da previdência, uma vez que todos serão enquadrados no Fundo Único. A conta é simples, em alguns anos este valor acumulado de 8 bilhões de reais será totalmente utilizado. A pergunta é: como estado fará para pagar as futuras aposentadorias e as já existentes?

Será criado um novo Fundo, o da PREVCOM, para o qual os recursos dos novos servidores irão, o que transforma o Fundo Geral em fundo finito, com diminuição de entradas de recursos a cada ano. A conta é simples, todo servidor que entrar no estado, contribuirá para um novo fundo, os servidores atuais para o antigo, comprometendo assim, o sistema de repartição. TODOS OS SERVIDORES PERDEM.

4) CORTES NAS VERBAS DE CUSTEIO

A Lei Orçamentária Anual de 2015, proposta pelo Governo do Estado e aprovada pela Assembleia Legislativa, prevê orçamento de R$124 milhões para todas as universidades em recursos de custeio. A parte que deve ser destinada à UNICENTRO representa R$13 milhões Entretanto, uma resolução da Secretaria de Fazenda reduziu estes recursos a zero desde o início de 2015. Nesta condição, em poucos dias, a UNICENTRO não terá mais à disposição os serviços terceirizados de segurança, o que significa que equipamentos de laboratórios de alto custo estarão vulneráveis, bem como outros equipamentos da universidade. Os serviços de limpeza serão suspensos e a demissão de estagiários ocasionará a paralisia das atividades administrativas dos departamentos pedagógicos e de outros setores. Bolsas institucionais serão cortadas e também o subsídio do R.U. aos estudantes de baixa renda.

5) PAGAMENTO IMEDIATO DO TERÇO DE FÉRIAS

Este é um direito constitucional de todo trabalhador e foi desrespeitado pelo governo do estado. O benefício deve ser pago com dois dias de antecedência ao gozo das férias.

6) FUNDO PARANÁ

O governo muda as regras do Fundo Paraná e com isso os valores destinados à pesquisa diminuem de forma considerável. Essa medida modifica o Art. 3º da lei 12.020/98, referente à forma como são constituídos os recursos do FUNDO PARANÁ.  A nova redação, proposta pelo Governo, resulta em considerável diminuição dos valores destinados à FUNDAÇÃO ARAUCÁRIA, que mantém inalterado o valor de 30% (trinta por cento) do FUNDO PARANÁ para suas atividades de fomento à pesquisa. Além destes aspectos, é importante lembrar que, no mínimo, 10% das receitas do FUNDO PARANÁ, serão destinados à lei 17.314/2012 – Lei de Incentivo Tecnológico do Paraná- conforme Artigo 21, § 6° que diz: “os recursos de que trata o § 5º serão objeto de programação orçamentária em categoria específica do Fundo Paraná, sem prejuízo da alocação de outros recursos ao Fundo Paraná destinados à subvenção econômica.” Ou seja, no mínimo 10% do total de 1,5 vai para a Lei de Incentivo Tecnológico do Paraná, restando 1,40% e não 1,50% para investimentos em pesquisas nas IEES. Como a lei se refere a um percentual mínimo, teremos, consequentemente, um aumento de investimento na iniciativa privada e uma diminuição na pesquisa desenvolvida nas IESS-PR. Tal artimanha, garante, ao Governo, o cumprimento do percentual de 2% da receita tributária de Ciência e Tecnologia, conforme determinação da Constituição Estadual.

7) RH META 4


Coloca a folha de pagamento das IEES na base Meta 4. Isso retira das universidades a autonomia para gerenciar diversos aspectos da carreira dos professores e dos técnicos

Petição Pública em defesa das IES paranaenses!

Tirei dois minutos do seu dia e assine a Petição Pública em defesa das IES paranaenses!

O Professor Renato J. Ribeiro iniciou uma petição em defesa das IES paranaenses. A situação é caótica com corte de quase 100% do custeio para 2015 conforme dados das reitorias das universidades públicas do Paraná.

CLIQUE AQUI para acessar a petição!

A greve da Educação no Paraná continua!

Esta semana será decisiva para os rumos da greve geral da educação do Paraná. A APP e os sindicatos da Educação Superior conclamam todos a participarem das reuniões locais e regionais a fim de reforçar a luta. Relembrando: Greve não é férias! Greve é luta!

A seguir pode ser lido os últimos encaminhamentos postados no site da APP:

"Mais de seis horas de reunião dura, com momentos muito tensos. Foi assim o debate realizado, hoje (20), entre a direção da APP-Sindicato, o Comando de Greve Estadual e o secretário de Educação Fernando Xavier, que estava acompanhado de parte da sua equipe técnica. No final da tarde, o secretário-chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, também participou da negociação. Na reunião foram obtidos avanços, mas continuam impasses consideráveis. Em virtude disso, a greve continua, bem como o acampamento em Curitiba e as atividades regionais.

Neste sábado (21), o Conselho Estadual da entidade e o Comando de Greve Estadual se reunirão na sede do sindicato, para analisar o cenário e definir como será a luta a partir de agora. Veja, a seguir, o que foi discutido e também os impasses que serão tratados em uma nova rodada de debate que ocorrerá, provavelmente, na segunda-feira (23), no período da tarde.

Reabertura de turmas – Segunda-feira, dia 23, à tarde, deve ser publicada nova normativa sobre a abertura de turmas. Ao enviar para os Núcleos Regionais de Educação (NREs) o pedido de reabertura de turmas, as direções devem enviar cópia do protocolo do pedido para a APP, no e-mail educacional@app.com.br.

Porte de escolas – Seed informou que um novo porte será rodado obedecendo os mesmos critérios de dezembro de 2014. Isto significa que os números de funcionários(as), pedagogos(as), diretores(as) e diretores(as) auxiliares por escola continuam de acordo com regra do ano passado.

Programas e projetos – A comissão exigiu e o secretário garantiu que serão abertas salas de apoio e professores(as) que atuam no Sareh serão supridos. Também serão reabertas turmas do Celem com professores(as) Quadro Próprio do Magistério (QPM).

Fundo Rotativo – A Secretaria fará cota adicional para honrar pagamentos em atraso desde final do ano passado.

Rescisão PSS – O secretário Eduardo Sciarra confirmou o pagamento das rescisões para a próxima terça-feira(24). O objetivo do governo era pagar no final do mês, foi a nossa pressão que conseguiu adiantar um pouco mais a data de pagamento.

Agentes Educacionais I (PSS) – Segundo a Seed, 9.800 funcionários(as) que foram demitidos no final de janeiro serão readmitidos.

IMPASSE CONTINUA
Na próxima segunda-feira(23), uma nova rodada de negociações acontece para avançar nos seguintes itens:

Licença Especial – Exigimos a revogação da normativa que suspendeu as licenças para 2015.

PDE – Garantia de realização do PDE como já programado, para após agosto de 2015. Ontem, o secretário anunciou a suspensão do PDE para todo o ano.

Nomeação de 463 concursados – Este é o número de concursados que ficou fora do anuncio realizado pelo governador no início do ano. Solicitamos um novo decreto que contemple estes(as) profissionais.

Ordem de serviço – Solicitamos a liberação de ordens de serviço, principalmente aos novos concursados.

Licença para mestrado e doutorado – Solicitamos a liberação destas licenças que também estão suspensas temporariamente.

Distribuição de aulas para o PSS – Hoje há um descumprimento da instrução que regula a distribuição de aulas a professores(as) temporários que estão sendo obrigados(as) a pegar 26 aulas para efetivação do contrato. Exigimos que a estes(as) professores(as) possam atribuir menos aulas.

Nova distribuição de aulas – Para a reorganização da escola com novos concursados, mais PSS contratados e reabertura de turmas, será necessária uma nova distribuição de aulas.

Liberação programas ainda pendentes – Ficam pendentes programas como Mais Educação e Hora Treinamento e solicitamos também a reabertura destes programas.

Pagamento de atrasados – A comissão realizou um amplo debate sobre o pagamento de benefícios em atraso como progressões e promoções em atraso. O governo alega a falta de dinheiro para efetivar estes pagamentos imediatamente e se negou a estabelecer qualquer prazo saldar esta dívida.

Impasses para avançar
Suspensão da Licença Prêmio e do Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE) 2015".

Fonte: http://www.appsindicato.org.br/Include/Paginas/noticia.aspx?id=11052

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Mãos Atadas - Simone e Zélia Duncan

Depois de uma semana tão atribulada e com notícias tão tristes para o nosso Paraná.... uma canção interpretada por Simone e Zélia Duncan para abrilhantar o final de semana!

Uma canção simplesmente maravilhosa!
*Gravação do DVD/CD Amigo é Casa (eu recomendo - perfeito).
Faça o download aqui!



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Em tempos de mídia cada vez mais manipulada e golpista...

A graciosa e perspicaz Mafalda nos brinda com suas reflexões....


LUTA DOS PROFESSORES DO PARANÁ: DA INDIGNAÇÃO À CONSCIÊNCIA DE CLASSE?


“O caminho do inferno está pavimentado de boas intenções” (KARL MARX).

É profundamente louvável a iniciativa dos professores do Paraná e de seus sindicatos na luta contra o pacote de medidas fiscais do governador Beto Richa. Entretanto, infelizmente, boa vontade não é suficiente para evitar um desastre, uma vez que o “o caminho do inferno está pavimentado de boas intenções”. Para além da indignação que atinge os educadores e servidores públicos do Paraná, faz-se necessário compreender o que as ações do governo paranaense significam no contexto micro e macro econômico, político e social, ou seja, avançar da fase inicial de revolta e indignação para uma etapa de ação organizada de classe consciente.

Compreender a sociedade em que se vive não é tarefa exclusiva, na Educação Básica, dos professores de sociologia, geografia ou história, mas de todos os professores das mais distintas áreas! Na Educação Superior não é também tarefa exclusivas das Humanidades, mas das Exatas, das Aplicadas, da Saúde! Entender, analisar e discutir o cenário global, nacional, regional e local é dever de todos os indivíduos sociais, uma vez que a ausência deste entendimento pode nos fazer lutar com as armas erradas, sendo vítima de governos pífios e corruptos, mas também de nosso “analfabetismo político”. Como já escreveu inteligentemente Bertold Brecht, “o pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”.

Levantar cartazes e bandeiras, entoar palavras de ordem e cantos satíricos ao governo são também formas de luta, porém não são suficientes. Que essas ações sejam acompanhadas de um projeto de ação personificado nas ações dos sindicatos e também numa compreensão real, por parte dos educadores, daquilo que está acontecendo no Brasil e no Paraná. Greve não são férias! Greve é luta! Greve é um momento de estudar e refletir coletivamente. Que nossos educadores e servidores estejam aproveitando estes momentos para crescer intelectualmente e contribuir com a luta social. Que a consciência de classe substitua a indignação. Que as notícias fragmentadas sejam substituídas pela assimilação das causas e consequências das ações do governo federal e estadual. Que as reuniões realizadas no contexto de greve das escolas e universidades estejam pautadas em discussões consistentes sobre questões econômicas, políticas e sociais que perpassam pela educação.

Nesta quinta-feira chuvosa, marcada por manifestações pelo Paraná inteiro e por uma parca expectativa de diálogo com o governo do Estado (que acaba de ser noticiado – ausência de diálogo e continuidade da grave – Fitness Richa continua andando de bike em Porto Belo), que os professores reflitam sobre o momento histórico que estamos vivendo. Precisamos reaprendem a fazer greve! Que as discussões sejam encaminhadas no sentido de entender que as políticas e medidas da gestão Beto Richa fazem parte de um pacote de medidas neoliberais que vêm sendo tomadas desde a década de 1990 no Brasil, por meio do Consenso de Washington e da Reforma do Aparelho do Estado de FHC. Que o entendimento seja mais amplo do que a pauta de greve, que direciona a luta, mas não se esgota nela, uma vez que os embates não apenas pelos direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores, mas pelo capitalismo intrinsecamente incorrigível e incontrolável. Hoje a luta no Paraná é contra a política tucana de Beto Richa, amanhã será contra outros nomes que personificam a brutalidade do capital que nos torna cada vez mais subservientes ao seu acúmulo de riquezas (e pobrezas). Que os professores sejam os pilares da valorização do “eu”, e não do “ter”, para que continuemos sendo homens e não objetos. “Por me ostentar assim, tão orgulhoso de ser não eu, mas artigo industrial, peço que meu nome retifiquem. Já não me convém o título de homem. Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente” (CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE).

No cenário global, é fundamental relembrar que a sociedade paradoxal do século XX e XXI foi capaz de elaborar conquistas incríveis como: a Teoria das Placas Tectônicas, a Teoria da Relatividade, a Teoria do Big Bang, a Teoria Quântica, a descoberta da estrutura do DNA, e do Genoma Humano; e também se mostrou apta para aplicar grande parte dessas teorias na realidade prática criando os meios de transportes, o rádio, a televisão, o telefone, o computador, a internet, o satélite, a câmera fotográfica e filmadora, como também equipamentos médicos e cirúrgicos cada vez mais sofisticados, vacinas, medicamentos, transgênicos, melhoramentos genéticos, robótica, veículo aéreo não tripulado (drones), Grande Colisor de Hádrons, Holograma, entre outros avanços. No entanto, a pergunta que permanece é: para quem estão disponíveis esses avanços? São realmente avanços, na medida em que muitas vezes são utilizados de forma prejudicial para com o povo? Professores e cientistas contribuem a todo momento para o avanço da sociedade, todavia muitas vezes o “avanço” significa “retrocesso”.

“Desde os primórdios. Até hoje em dia. O homem ainda faz. O que o macaco fazia. Eu não trabalhava. Eu não sabia. Que o homem criava. E também destruía” (TITÃS).

Humanos que criam coisas novas a cada segundo, também permanecem aprofundando a desigualdade social, tanto em países centrais quanto periféricos. A fome crônica que atinge mais de 840 milhões de pessoas (sem contabilizar a fome aguda), a malária, doença passível de prevenção, diagnóstico e tratamento, mas que ainda mata 483 mil crianças por ano, as pessoas sem teto , que atualmente passa de 100 milhões, as pessoas que vivem em moradias irregulares que atingem mais de 1 bilhão, os analfabetos com idade entre 15 e acima, que contam aproximadamente 1,3 bilhões , entre muitas outras mazelas, contrastam com os “avanços” da ciência e da tecnologia, que tem seus limites intrínsecos ao modo de produção capitalista, mas que podem ser amenizadas no horizonte de ação das lutas sociais ancoradas na consciência de classe.

A luta contra as medidas do “Pacote Richa” simbolizam a luta contra uma sociedade fundada no lucro, no qual educadores não possuem valor, pois não somos produtivos, somos improdutivos, pois a única coisa que fazemos é conscientizar nossos alunos das desgraças que fundam essa sociedade. O contexto de crise econômica, política e social do Paraná está aliado ao cenário brasileiro e mundial. Ambos gritantemente assustadores. Porém, que tais contradições permanentes que movem essa sociedade, por mais chocantes que sejam, não nos desanimem da luta, mas esclareçam nossa compreensão, para que sejam escolhidas as armas corretas para nossas disputas, e que da indignação seja construída uma consciência de classe por meio da luta e do conhecimento teórico e prático.

“Não há estrada real para a ciência e só têm possibilidade de chegar aos seus cumes luminosos aqueles que não temem fatigar-se a escalar as suas veredas escarpadas” (KARL MARX, 1872).

Pressão da APP-Sindicato e mobilização intensa da categoria faz governo Richa recuar em alguns pontos, como o não reenvio de projetos que alteram carreiras dos servidores, mas o debate sobre outros temas serão realizados em nova rodada amanhã às 10h.

A LUTA CONTINUA!

Profª. Jeinni Puziol – jeinnikelly@hotmail.com

Informe do Comando de Greve da UEM


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Informe de greve do SESDUEM - Paraná

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO
POR QUE ESTAMOS EM GREVE NA UEM?
PORQUE RICHA QUER ACABAR COM A ÚNICA UNIVERSIDADE PÚBLICA DE MARINGÁ!
PORQUE RICHA QUER PASSAR AS MÃOS NO DINHEIRO DE NOSSAS APOSENTADORIAS!
PORQUE QUER FECHAR O HOSPITAL UNIVERSITÁRIO.
Este é o cenário que o governador do Paraná impõe à Universidade Estadual de Maringá e às outras universidades estaduais. De 9 instituições de Ensino Superior em Maringá, hoje, somente a UEM é pública e, com o projeto de autonomia de Richa, deixará de ser.
A greve dos docentes, professores/as, técnicos/as e alunos/as NÃO É UMA GREVE POR MAIS SALÁRIOS, É UMA GREVE PARA NÃO PERDER DIREITOS. Direito de produzir remédios, direito de atender pessoas doentes, direito de ter professores/as para dar boas aulas. Os direitos foram conquistados em quarenta e cinco anos e agora Richa quer tirá-los em um mês.
Richa quer que seus deputados votem o ASSALTO DE 8 BILHÕES DA PREVIDÊNCIA PÚBLICA dos funcionários para gastar com sua política de privilegiar os amigos.  QUER TIRAR O NOSSO DINHEIRO DE POUPANÇA. DIZ QUE ESTAMOS EM CRISE.
QUE CRISE, se deu 26% de aumento aos deputados e seus assessores; R$ 4 mil e trezentos reais de auxílio-moradia aos juízes e dá 25 mil litros de gasolina por mês a cada deputado?  (Calculem!) Tão mesquinha política que não pagou R$ 300,00 dos professores/as da rede estadual de vale transporte, mas oferece muitos litros de gasolina para a farra dos deputados!
O que faz o governo do Paraná com o dinheiro da arrecadação do IPVA, aliás, muito caro? O que fez com a arrecadação do pedágio mais caro do Brasil? Onde põe o dinheiro de nossos impostos? Nada para a população! Ninguém sabe. Tudo para os amigos e deputados aliados.
De nós, professores/as, Richa tirou o 1/3 de férias, tirou os recursos das universidades, tira dos pais e mães de alunos/as a possibilidade de ENSINO PÚBLICO E GRATUITO de qualidade para seus filhos/as.
Sem recursos, a UEM pode perder: seus 19.076 alunos de graduação; seus 2.825 alunos de especialização;  2.215 de mestrado;  1.330 de doutorado; bolsas de alunos/as de graduação (que com isso mantêm seu curso!); 437 alunos/as da Universidade de Terceira Idade e 1.310 alunos do Colégio de Aplicação Pedagógica (ensinos Fundamental e Médio). Além disso, arruína o Hospital Universitário.
JUNTE-SE A NÓS!  Lute com a gente contra a política desastrosa de Richa e de seus aliados.
Fevereiro de 2015
SEÇÃO SINDICAL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ – Sesduem/ANDES

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Universidades podem fechar as portas: governo Richa aprofunda a crise no Paraná

De acordo com notícia publicada na Gazeta do Povo a falta de dinheiro para custeio pode ameaçar o início do ano letivo nas universidades e 4 das 7 universidades paranaenses podem fechar as portas.
A pífia gestão de Beto Richa mostra suas consequências. Ao invés de buscar medidas plausíveis para amenizar em curto prazo e resolver em longo prazo a crise, o governo investe em propaganda midiática tentando iludir a população jogando a culpa de sua gestão medíocre no governo federal. As verbas federais são regularmente passadas para o Paraná, acesse o Portal da Transparência e comprove: http://www.portaldatransparencia.pr.gov.br/
O governo Richa é uma vergonha. E nós professores não iremos recuar. A população precisa saber que estamos lutando pelo Paraná, e não somente por nossa categoria. Não queremos aumento de salário, queremos manutenção de direitos e qualidade na educação pública. As nossas universidades correndo risco de fechar as portas é uma vergonha sem tamanho. Que país sobrevive sem educação de qualidade? É uma tristeza ver um dos Estados mais ricos do Brasil nessa situação.

Veja a notícia da Gazeta do Povo sobre a precariedade das universidades:

Falta de dinheiro para custeio ameaça início do ano letivo nas universidades

Anúncio de que estado não tem como repassar verba para manutenção se soma às greves de professores e servidores
Publicado em 16/02/2015 | 
Sem previsão de verba de custeio para este ano, as sete universidades estaduais do Paraná iniciam a semana fazendo contas para saber se terão condições de começar o ano letivo. Na sexta-feira, os reitores estiveram reunidos com o secretário estadual de Fazenda, Mauro Ricardo Costa, que informou a impossibilidade de garantir os R$ 124 milhões para despesas das instituições, aprovados na Lei Orçamentária Anual. “Não vai ter! Estamos priorizando o pagamento de pessoal, que chega a quase R$ 1,2 bilhão nas universidades. Eles têm outras fontes de recurso, R$ 214 milhões de outras fontes, convênios, prestação de serviços”, afirma Costa. Os representantes das instituições contestam, afirmando que as verbas de convênios são carimbadas e, portanto, não podem ser destinadas a despesas de manutenção.
“Se esta realidade não for alterada, pelo menos quatro das sete universidades vão fechar as portas. Essa é a realidade crua, não tem como funcionar. Nossa pretensão é levar ao conhecimento do governador e ver se existe alguma alternativa”, diz o reitor da Unicentro, Aldo Nelson Bona, que é também presidente da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp). Segundo Bona, o governo do estado prometeu apenas R$ 9 milhões para que as sete instituições quitem parte do Pasep. “Esse valor não cobre o Pasep, que é de 1% das receitas, ou seja, mais de R$ 15 milhões. E, se não pagar o Pasep, bloqueia as contas do próprio estado. O cenário é o pior possível”, lamenta.
Para o secretário Mauro Costa, a única solução para o problema é a aprovação dos projetos de ajuste fiscal – o pacotaço. “É fundamental [a aprovação]. Basta olhar a situação do estado, que só tem dinheiro para, mal e porcamente, pagar a folha. Se não for feito o ajuste, vamos nos transformar em grandes gerentes de recursos humanos.”
A reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Berenice Jordão, afirma que um levantamento institucional das contas pode avaliar se haverá condições de dar início ao semestre letivo. Segundo ela, a previsão de custeio para a instituição neste ano era de R$ 29,4 milhões, fora outros mais de R$ 6 milhões previstos para o ano passado e não repassados pelo estado, em decorrência do contingenciamento. “Já estamos com dificuldades com os fornecedores. Na saúde, com os recursos do SUS, talvez possamos manter parcialmente as atividades”, projeta.
Situação semelhante é a da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que previa quase R$ 23 milhões para pagamento de despesas como água, luz, materiais de sala de aula e de limpeza. “Temos mais alunos à noite que de manhã, se queima lâmpada, precisa trocar. O banheiro tem que ser limpo, precisa de papel higiênico. Fora a alimentação de animais. O cenário é terrível, vamos cada um voltar para sua universidade e ver se conseguimos operar ou não”, resume o reitor Mauro Luciano Baesso.
Obras paradas inviabilizam aulas na Unespar
A situação é ainda pior no campus de Paranaguá da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), onde todos os banheiros foram quebrados para uma reforma que parou por falta de pagamento. O técnico administrativo Walter Guimarães, que trabalha na unidade, conta que só há um banheiro disponível no local para uso dos funcionários. “O cronograma previa a conclusão em fevereiro, mas o estado não pagou os cerca de R$ 200 mil já emitidos em nota, e ainda faltam R$ 500 mil para pagar. Sem contar o problema de pessoal. Seis servidores se aposentaram e ninguém foi contratado”, conta. Sem banheiros, lamenta, fica impossível o retorno dos 2 mil estudantes.
O pró-reitor de finanças da instituição, Rogério Ribeiro, confirma a paralisação das obras por falta de pagamento. “O início das aulas no campus de Paranaguá está paralisado. Estamos fazendo contatos para ver a situação da licitação. 2014 foi um ano difícil e, ao que tudo indica, 2015 será também.”
Uma reunião nesta semana deve definir os rumos da Unespar. “Acreditávamos que a reunião com o secretário [da Fazenda, na sexta-feira] poderia rediscutir as resoluções que zeram o custeio, mas não ocorreu”, lamenta Ribeiro. Segundo ele, a instituição tem dívidas de R$ 2,5 milhões com fornecedores, decorrentes do contingenciamento do final de 2014. “Nossa universidade precisa de R$ 14 milhões por ano. Fora que o que foi executado em folha de pagamento em 2014 é maior do que a disponibilidade em 2015, que teria crescimento vegetativo, reposição da inflação.”

sábado, 14 de fevereiro de 2015

A UEM continua de greve!

Informe:

Colegas da UEM, alunos e companheiros de muitas lutas.
A UEM está em greve. Nossa luta não é por aumento de salários, mas para garantirmos os nossos direitos já conquistados que o Beto Richa põe sob severa ameaça. Ele quer roubar 8 BILHÕES de reais do Fundo de aposentadoria dos servidores públicos do PR para cobrir o rombo nas finanças devido à sua incompetência.

A Comissão de Comunicação da Greve da UEM informa que estará serigrafando camisetas, a partir de 4a feira, 9 horas da manhã, no RU. Serão diversos temas:1) não ao roubo da Previdência; 2) Bancada do Camburão; 3) Greve etc
Solicitamos que tragam a sua camiseta para ser pintada. Preferencialmente preta ou branca.
Contamos com o apoio de todos.
VAMOS TODOS NESSA LUTA CONTRA O INIMIGO QUE NOS UNE: O GOVERNADOR BETO RICHA E A VICE CIDA BORGHETTI!!!!!
Quem quiser produzir material por gentileza nos procure. Junte-se a nós!!!!!


Ana Lúcia Rodrigues
Professora do DCS-Universidade Estadual de Maringá
Coordenadora do Programa de Mestrado em Políticas Públicas e do Observatório das Metrópoles-Núcleo UEM-Maringá 



Vídeo: Mobilização de educadores de Astorga - PR, ocupação da ALEP e resistência ao Pacotaço

Além da luta travada pelos servidores públicos em Curitiba, o Paraná inteiro tem realizado manifestações, protestos e mobilizações em prol da condição de greve da educação paranaense.
O vídeo a seguir mostra algumas imagens da ocupação e resistência dos manifestantes que ocuparam a ALEP e também a bela manifestação de professores, servidores, alunos e pais realizada no dia 13.02.15 no município de Astorga. Professores dos municípios de Iguaraçu, Jaguapitã, Sabáudia e Pitangueiras também estiveram presentes.


O governo Richa irá dialogar com a APP no dia 19.02.15. A luta continua.


Circo...

Hoje acordei pensando... O que seria do circo sem os palhaços? Tem gente que acha que inventa uma roda todo dia... Acaba não bRaZiU!