segunda-feira, 11 de maio de 2015

Agnus Sei

Sentimento do dia...

"A paz na ponta dos arietes"

João Bosco na voz de Elis, Sempre Elis Regina...


Dos amigos do Passa Palavra...


Batalha de Curitiba: a direita começou a perder

Vale a pena ler essa matéria:

2015-04-30_parana3_tw
Análise dos fluxos nas redes sociais revela: após muitos meses, partidários do conservadorismo e repressão ficaram isolados, no debate público
Uma investigação da Interagentes
A análise topográfica da rede de compartilhamentos de conteúdos relacionados à manifestação dos professores do Paraná, recolhida entre as 5h de 29 de abril e 5h do dia 30 de abril, mostra uma rede bastante densa e distribuída. O grafo apresenta um núcleo densamente povoado e relativamente coeso. Neste núcleo três grandes subgrupos se destacam.
A principal delas, aqui identificada como sub-rede 1, destacada em tom de rosa no centro do grafo, reuniu 19.771 perfis. Trata-se de uma rede distribuída que tendeu ao apoio aos professores paranaenses. Esta sub-rede, sozinha, foi responsável por 42,73% das citações coletadas.
A segunda maior comunidade do período, a sub-rede 2, destacada em tom de verde, reuniu 9.915 perfis. Responsável por 21,42% das citações coletadas, esta rede é mais identificada com setores da política institucional, partidária, e reuniu muitos políticos, particularmente de legendas como PT e PSOL, militantes petistas, intelectuais e alguns setores da imprensa progressista. A subrede apresentou uma capacidade importante de estabelecer pontes com o principal núcleo do debate, a sub-rede 1.
Terceira em relevância, a sub-rede 3 é significativamente menor, representando 5,4% das citações coletadas. Esta rede, destacada em tom de roxo, na borda direita, reuniu 2,498 perfis de apoiadores do governador Beto Richa e da ação da polícia militar, além de perfis de veículos da imprensa tradicional como Valor Econômico, Exame e revista Veja, com um de seus principais colunistas, Felipe Moura Brasil. Com baixa capacidade de estabelecer pontes com a demais comunidades, esta sub-rede foi jogada para a periferia do debate, dada a baixa aderência do discurso que compartilhou, tornando-se uma rede bastante endogâmica.
O isolamento da subrede de apoio a Richa e a ação violenta da polícia militar se explica, também, pelo teor das mensagens publicadas ao longo do período. O resultado da análise amostral do universo de 191.779 mensagens coletadas mostra que 90,4% das citações são favoráveis à manifestação dos professores, contra 4,8% de citações em oposição ao movimento dos professores. A principal tag do período, #brasilcomosprofessoresdoparana, registrou 27.573 ocorrências.
TEXTO-MEIO

Dados Gerais

Período: das 5h de 29 de abril às 5h do dia 30 de abril.
Total de mensagens: 191.779
Foram considerados Positivos os posts favoráveis aos professores. Os temas das poucas publicações Negativas foram: #foradilma, beto richa, confronto, esquerdistas, greve professores, lula, neoliberalismo, petralhas, pt.

Redes de compartilhamento

Autoridades – Geral

RankNodoAutoridade
1diImabr0.020685604
2g10.012324993
3lucasrohan0.009017023
4hicpedia0.008179235
5JulianSerrano010.007989221
6RodP130.007453727
7cartacapital0.0071341586
8cynaramenezes0.006106356
9gazetadopovo0.006054534
10Estadao0.005976801
11hamzaalkamaly0.005717691
12linobocchini0.0053463005
13brasilpost0.0051821973
14broadpolitico0.0050180946
15Greenhalgh_0.0049058134
16syndicalisms0.0047676214
17Benett_0.0046035186
18jeanwyllys_real0.0045085116
19depChicoAlencar0.0044221417
20zerotoledo0.004223491

Sub-rede 1 => 42.73 %

Principais autoridades

RankNodoAutoridade
1diImabr0.020685604
2g10.012324993
3lucasrohan0.009017023
4hicpedia0.008179235
5gazetadopovo0.006054534
6Estadao0.005976801
7linobocchini0.0053463005
8brasilpost0.0051821973
9broadpolitico0.0050180946
10syndicalisms0.0047676214
11Benett_0.0046035186
12zerotoledo0.004223491
13aeciodepapelao0.004007566
14JornalOGlobo0.003955744
15Tropa_Realitys0.003705271
16anterogreco0.0036016272
17folha0.0033943392
18annaliviaplu0.0033425174
19NewsRevo0.0032561475
20Tsavkko0.0031611405

Quem são?

Comunidade de apoiadores do movimento dos professores no Paraná. Representa 42,73% dos compartilhamentos. Reuniu perfis de imprensa (@g1, @gazetadopovo, @brasilpost, @JornalOGlobo, @folha, @broadpolitico), jornalistas (@lucasrohan, linobocchini), ativistas internacionais (@syndicalisms, @NewsRevo), perfis de humor (diImabr, aeciodepapelao) e perfis anônimos cujas publicações viralizaram.

O que dizem?

Nesta comunidade, os temas que provocaram maior engajamento são imagens da repressão policial aos professores do Paraná, denúncias de abusos comentidos pela polícia militar e imagens de professores feridos ou sendo violentamente agredidos pelas forças militares.
Um discurso recorrente compara a postura da Polícia Militar nas manifestações pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff (em 15 de março e 12 abril) com a conduta adotada em relação aos professores. Críticas à violência desproporcional empregada também são recorrentes. As publicações nesta linha reforçam, particulamente, a diferença entre “confronto” e “massacre”, criticando a maneira partidiária como a grande imprensa noticiou os fatos. Destaca-se, ainda, a ampla repercussão da prisão de 17 policiais militares que teriam se recusarado a participar do cerco aos professores em Curitiba. As supostas prisões foram duramente críticadas pelos perfis que compõem esta comunidade. Muitas da publicações, embora extremamente críticas à ação da Polícia MIlitar e do governo paranaense utilizam o humor como abordagem. As principais autoridades dessa comunidade destacam-se pela aderência do discurso de suas publicações, que lograram expressivo volume de RTs e curtidas.

Destaques

  • “@g1: Tropa de choque volta a avançar contra professores estaduais em greve no Paraná. SIGA: http://glo.bo/1bLmsaO  #G1 ” (269 RTs e 87 curtidas)
  • “@lucasrohan: protesto pelo impeachment: plantão de 5 em 5 minutos para mostrar madame tirando foto com pm. professores sendo massacrados pela pm: nada” (1,525 RTs e 612 curtidas)
  • “@hicpedia: Sobre as manifestações no Paraná! #BrasilComOsProfessoresDoParaná ” [a imagem mostras fotografias de uma das manifestações pelo impeachmente de Dilma, contraposta à manifestação dos professores do Paraná, com a legenda “Em protesto que pede a intervenção militar você é tratado com educação. Em protesto que pede educação, você é tratado com intervenção militar] (1.784 RTs e 701 favoritações).
  • “@gazetadopovo: #CentroCívico  em imagens http://bitly.com/1QLbjXh” [as imagens mostram a ação violenta da polícia no Paraná] (243 RTs e 84 curtidas)
  • “@Estadao: Paraná: 17 policiais foram presos por se recusarem a fazer cerco aos professores http://oesta.do/1zqYpIz” (601 RTs e 300 favoritações)

Sub-rede 2 => 21.42 %

Principais autoridades

RankNodoAutoridade
1RodP130.007453727
2cartacapital0.0071341586
3cynaramenezes0.006106356
4Greenhalgh_0.0049058134
5jeanwyllys_real0.0045085116
6depChicoAlencar0.0044221417
7cartamaior0.0041457578
8enfanaleao0.004119847
9requiaopmdb0.003800278
10RonaldoEsteves20.0036793603
11LeonardoBoff0.0035843533
12pablovillaca0.0033857024
13Yarus130.0033511543
14turquim50.0032993325
15rafaelgreca150.0031697773
16DCM_online0.0031525034
17MudaMais0.0029624896
18jose_simao0.0027292906
19midiacrucis0.0027206535
20TaniaBraga0.0026342836

Quem são?

Esta é uma comunidade mais indentificada com setores da política institucional e partidária. Responsável por 21,42¢ das citações coletadas, a comunidade reuniu perfis da imprensa (@cartacapital, @cartamaior, @DCM_online), blogueiras (@cynaramenezes), políticos (@Greenhalgh_, @jeanwyllys_real, @depChicoAlencar, @requiaopmdb, @rafaelgreca15), militantes petistas, intelectuais (@LeonardoBoff, @pablovillaca) e o humorista @jose_simao.

O que dizem?

Entre as mensagens que obtiveram maior adesão nesta comunidade destacam-se criticas diretas ao governador Beto Richa. As publicações também dununciam o caráter antidemocrático da postura do governador. Um destaque é a presença de figuras políticas de grande visibilidade se posicionando contra o governador e a administração tucana no Paraná. Outro tema recorrente é a divulgação em tempo real da escalada do número de feridos, utilizando como fonte informações divulgadas pelo SAMU. Há também muitas mensagens de soliedaridade à luta dos professores, que muitas vezes dividem espaço com imagens de professores agredidos pelos policiais militares. Com frequência, publicações ironizam manifestações favoráveis à ditadura militar, convidando seus defensores a se mudarem para o estado e trabalharem como professores: “@pablovillaca: Voce é um dos que sonham com a volta da ditadura? Seus problemas acabaram: vire professor e mude para o Paraná.” (803 RTs e 426 curtidas). Outro exemplo é a linha do humorista José SImão: “@jose_simao: Paraná Urgente! Professores tiram selfie com a PM! Selfie-se quem puder!” (590 Rts e 355 curtidas).

Destaques

  • “@cartacapital: PARANÁ: Segundo o Samu, já são 150 os feridos na agressão da PM aos professores | http://bit.ly/1GGq3B9″ (482 Rts e 161 curtidas)
  • “@cynaramenezes: não ouvi nenhuma panela batendo enquanto o governador beto richa, no jornal nacional, culpava os professores por serem agredidos. e vocês?” (565 Rts e 342 curtidas)
  • “@Greenhalgh_: Entenda o drama dos professores do Paraná, esmagados com violência por um governo corrupto e incompetente. ” (183 RTs e 74 curtidas)
  • “@jeanwyllys_real: 11. O Brasil precisa dar um basta a Beto Richa. http://on.fb.me/1P8d8Kb  #BrasilComOsProfessoresDoParana ” (466 Rts e 372 curtidas)
  • “@depChicoAlencar: Infelizmente, o Paraná vive hoje mais um dia triste para a democracia brasileira #BrasilComOsProfessoresDoParaná” (439 RTs e 209 curtidas)

Sub-rede 3 => 5,40 %




RankNodoAutoridade
1BlogDoPim0.002003783
2Ary_AntiPT0.0018396801
3GABRlELPINHEIRO0.0015805702
4BlogOlhoNaMira0.0010105285
5VEJA0.0008982475
6StalinBurrinho0.0008291516
7plantao1900.0007255076
8rodrigodasilva0.0006132267
9radiobandnewsfm0.0006045897
10exame_com0.0005873157
11Rede450.0005873157
12mvsmotta0.0005182197
13TimeBetoRicha0.00050958275
14Biacerbi0.0005009457
15donincrenca0.00047503476
16TV_REVOLTA0.00046639776
17GuyFranco0.00045776076
18jose_neumanne0.0004318498
19valor_economico0.0004318498
20mildignos0.0004232128

Quem são?

Sub-rede de apoiadores do governador Beto Richa e da polícia militar. Responsável por 5,4% das citações coletadas, esta rede reuniu perfis de imprensa (@VEJA, @exame_com, valor_economico, radiobandnewsfm), blogs (BlogDoPim, BlogOlhoNaMira, perfis institucionais ligados ao PSDB (@TimeBetoRicha, @Rede45) e conhecidos perfis de redes sociais, como a @TV_REVOLTA.

O que dizem?

As mensagens de maior repercussão nesta comunidade recolocam as manifestações dos professores sob a ótica das disputas políticas mais institucionalizadas. Grande parte da publicações de maior relevância atribuiu ao PT as manifestações dos professores do Paraná, responsabilizando os manifestantes pela ação violenta da PM. A presença da ex-ministra Gleisi Hoffmann nas manifestações é destacada negativamente em diversas publicações, associada à um discurso que busca deslegitimar as manifestações. A principal autoridade desta comunidade é o perfil do colunista da Veja, Felipe MOura Brasil, que em sua publicação mais relevante parabeniza as manifestações pacíficas pró-impeachment (em 15 de março e 12 de abril). Seu discurso buscou legitimar o uso da brutal força policial contra os professores paranaenses.
Outra abordagem recorrente denuncia a presença de “Black Blocs” e tendeu a associar a presença de pessoas com rostos cobertos à provocadores, vândalos ou mal intencionados, chegando a sugerir que deveriam ser punidos apenas por ocultar seus rostos. Perfis ligados à legenda tucana e a Beto Richa buscaram defender o governador: “@TimeBetoRicha: Com uma greve sem sentido, governador Beto Richa busca manutenção da ordem e da paz. http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=83909&tit=Richa-diz-que-greve-nao-se-justifica-e-pede-que-sejam-mantidas-ordem-e-paz … ” (48 RTs e 11 curtidas)

Fonte: http://outraspalavras.net/brasil/batalha-de-curitiba-a-direita-comecou-a-perder/

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Violência física e simbólica no Centro (anti)Cívico de Curitiba: para além de 29 de Abril de 2015

Uma semana atrás, por volta das 14h30, eu estava no Centro Cívico de Curitiba – Paraná, testemunhando um episódio atroz na história da educação paranaense (e brasileira). As imagens e os sons presenciados e ouvidos estão guardados na memória, e são muito mais dolorosos do que qualquer registro captado pelos dispositivos tecnológicos móveis que estavam distribuídos por todos os lugares. Eu mesma fiz imagens e vídeos (na medida do possível) quando começou o conflito físico entre os servidores públicos e os “guardiões” da ALEP. Porém, confesso que estou relutando em editar o material, pois a valorização exacerbada que os veículos midiáticos fizeram (e ainda fazem) da violência física sofrida por nós, professores e servidores, tem tornado opaca outras questões tão importantes quanto a violência física sofrida. A cor, o cheiro e o gosto do sangue parecem atrair de maneira fecunda quem vende e quem compra as informações. De qualquer forma, certamente vou editar o material para compartilhar com meus alunos, a fim de levar a discussão para o contexto da Universidade, mas com o objetivo de avançar nas reflexões, e não somente sapatear sobre a violência física (covarde e desproporcional). As discussões precisam avançar no sentido ampliar o horizonte de análise, tocando na raiz de questões econômicas, políticas, sociais e culturais que estão imbricadas e personificadas na atuação do governo de Carlos Alberto Richa.

Muito já se escreveu e postou da mídia nacional e internacional sobre toda violência física cometida pela Política Militar, pelo Batalhão da Tropa de Choque e o Batalhão de Operações Especiais (BOPE). Muito já se expôs e difundiu, encharcando veículos midiáticos tradicionais e modernos, sobre balas de borracha, cães pitbull, bombas de gás lacrimogênio (lançadas em solo e por helicópteros), cassetetes e sangue (ou tinta – no caso dos policiais agredidos pelos professores “armados”). Entretanto, não podemos apenas discutir as consequências, mas compreender as causas deste conflito entre servidores públicos e o governo do Estado do Paraná, e as prospecções de avanço da luta pela educação e pela sociedade em sua totalidade.

Parece um tanto quanto anacrônico, em pleno século XXI, num contexto democrático, que servidores públicos, em sua maioria professores, sejam reprimidos de maneira violenta por estarem resistindo à ameaça (agora quase realidade) de terem suas aposentadorias comprometidas pela atuação típica da governança neoliberal. Já foi o tempo em que o neoliberalismo apresentou-se como uma ideologia emancipadora do indivíduo, responsável pelo seu próprio sucesso ou fracasso, pois tem ficado cada vez mais claro que as mudanças características do modelo neoliberal objetiva garantir a saúde financeira do capital, e não da população.

As mudanças no Paraná Previdência, propostas pelo governo Richa, personificam diretrizes mais amplas de gestão de fundos previdenciários em âmbito nacional e mundial, salvo diferenças específicas de cada contexto. As contribuições pagas por servidores não configuram um modelo de repartição do fundo para garantia do direito de todos, mas um modelo capitalização no qual cada um é responsável pela sua própria aposentadoria futura, que agora está sendo confiscada pelo governo Richa para salvar sua gestão pífia e inverossímil.

Se o Estado do Paraná está falido, como cospe o governo ao justificar os ajustes fiscais e também as mudanças do Paraná Previdência, como o governo Richa fechou suas contas em superávit a menos de 5 meses? De onde saiu tanta verba para suas belíssimas propagandas políticas? Quanto foi gasto (como já tem indagado o Ministério Público) para criar um campo de guerra no Centro Cívico (ou anticívico) no último dia 29? E mais, onde está o governo federal nesse contexto? Gostasse tanto da polarização histórica de PT e PSDB, mas cadê essa polarização para frear o saque ilegal da poupança dos servidores públicos do Paraná? Está o PT Nacional quieto diante das atrocidades de Beto Richa a fim de receber alguns alívios por parte do PSDB na Operação Lava Jato e da corrupção da Petrobrás?

A violência é muito mais do que física. É simbólica e é anterior e além do dia 29 de abril de 2015. A falência generalizada da política e da educação está escancarada em todos os cantos desse país. O sentido restrito da política reduzida a voto ficou bastante evidente. O Paraná apenas personifica uma luta que é nacional e mundial Uma luta contra a precarização do trabalho e a acumulação por espoliação característica dessa sociedade atual. Uma educação empobrecida e apenas numérica, que valoriza os rankings em detrimento da qualidade. Uma crise que atinge desde as creches até a pós-graduação. A efemeridade e a superficialidade predominam nos processos formativos, e a luta muitas vezes fica reduzida aquilo que “sabemos que não queremos”, mas “o que queremos”? Temos clareza? É possível ter clareza? É nesse sentido que o debate precisa avançar, e não ficar centrado da vitimização da categoria docente, mas nas lições que podemos fazer a partir de tudo o que aconteceu. Quais os rumos que a educação precisa tomar? Qual a importância da união dos trabalhadores? Porque é necessário pensar na política para além do voto e da dualidade partidária?

O medo é que a memória curta se esqueça muito rápido, pois amanhã as feridas das balas de borracha e as mordidas de cães, estarão curadas. E a nossa alma e dignidade? A violência simbólica é permanente, e nos atinge em todas as esferas da vida.

A reflexão individual e coletiva é essencial para abstrair os acontecimentos e prosseguir nas discussões e ações. A greve no Paraná continua, tanto na Educação Básica quanto na Superior. Que estejamos compreendo o momento local, regional e nacional, para que assim possamos lutar com as armas corretas. Que o questionamento da realidade seja realizado cotidianamente, e não somente em tempos de desastre. Que nós professores atuemos a cada dia no sentido de não formar e educar novos Betos Richas, e nos preocupemos com a “garantia oficial da democracia”, que na prática nos fere o peito e alma diante de tanta lama espalhada na sociedade brasileira.

Termino com uma reflexão muito pertinente de José Saramago apresentada no Fórum Social Mundial de 2005:Tudo se discute neste mundo, menos uma única coisa: a democracia. Ela está aí, como se fosse uma espécie de santa no altar, de quem já não se espera milagres, mas que está aí como referência. E não se repara que a democracia em que vivemos é uma democracia sequestrada, condicionada, amputada”.

Jeinni Puziol

06/05/2015 – 15h

Circo...

Hoje acordei pensando... O que seria do circo sem os palhaços? Tem gente que acha que inventa uma roda todo dia... Acaba não bRaZiU!